Você realmente conhece os benefícios da Psicoterapia?


Nos dias de hoje, cada vez mais buscamos no outro uma forma de falarmos sobre nós. Seja por meio de um toque, seja com uma indireta sutil ou mesmo abertamente. Essa busca é um sinal claro de que estamos sempre engasgados com algo a ser dito para nós mesmos, de que encontramos do outro lado daquele olhar a saída para um entendimento. Compreender, encontrar respostas, saber os caminhos, facilitar as ultrapassagens, saber exatamente os limites ou, ainda, deter o controle. Tudo isso e muito mais está no pacote de desejos que esbarram nos limites do humano.

O resultado desse cabo de guerra entre a busca pelo poder divino e o reconhecimento do que mais nos humaniza é o fracasso. Como diria o filósofo Luiz Felipe Pondé, o resultado está nas filas intermináveis dos consultórios psiquiátricos, nos volumes cada vez maiores de páginas dos compêndios e manuais de transtornos mentais, nas medicações cada vez mais modernas e eficazes para o tratamento dos sintomas.

A lógica do sofrimento respeita uma regra perigosa: se sinto algo, preciso extirpá-lo de mim! Se há um incômodo, não há lugar possível para ele dentro de mim. É preciso tirá-lo para que eu possa viver. É como uma lógica do não sofrimento rumo a um ao bem viver. É uma transposição idealizada, cujo principal objetivo é a diminuição de qualquer forma de ameaça à sanidade, ao equilíbrio almejado, às boas e bem ajustadas relações sociais e também (não podemos esquecer) à bem-sucedida vida profissional.

O psicanalista inglês Adam Phillips chamaria esse fenômeno de “obsessão pela loucura”, já que, para se chegar a sanidade, devemos ser obcecados em pensar sobre a loucura, a fim de cercá-la por todos os lados. Qual seria então o lugar do psicólogo e, consequentemente, o da psicoterapia nesse turbilhão de desejos? Antes de tudo, é preciso esclarecer três regras fundamentais que os psicólogos Ana Maria Bock e Odair Furtado, da PUC-SP, destacam acerca do papel de um psicólogo: 1. psicólogos não advinham nada; 2. psicólogos ajudam as pessoas a se conhecerem melhor; 3. psicólogo é diferente de um bom amigo. Acrescentaria aqui um quarto ponto: psicólogos não são detentores de todas as respostas para todas as perguntas.

Portanto, a psicoterapia é como instrumento (assim como é o bisturi para o cirurgião) que utiliza a fala, as técnicas de orientação e aconselhamento, a escuta cuidadosa do sofrimento e a interpretação dos conteúdos trazidos pelo paciente para colocar o paciente frente a um impasse que contraria todo seu desejo pela sanidade idealizada.

Por meio da psicoterapia, ele precisa, inevitavelmente, se questionar sobre o sentido do seu sofrimento, as contradições que o levaram a se colocar diante dele e suas resistências à mudança. A partir de um processo gradual mas rico de experiências, paciente e psicoterapeuta constroem uma história, uma relação pautada pelo compromisso mútuo de estarem sempre caminhando na busca pela transformação.

Prof. Dr. Rodrigo Otávio Fonseca

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