O doloroso silêncio da paixão


Desde 31 de julho, um curta-metragem produzido como trabalho de conclusão de curso já teve dezenas de milhões de visualizações no YouTube. Intitulado In a Heartbeat (“Em uma batida de coração”), o filme tem como enredo a história de um garoto que busca, por entre árvores e arbustos, admirar apaixonadamente outro colega de escola, contudo, o protagonista não quer que ninguém descubra.

O curta, com cerca de quatro minutos de duração, ganhou grande repercussão porque retrata, de maneira singela e emocionante, como a angústia de sentir algo por alguém, sobretudo quando o ser amado é do mesmo sexo, pode mobilizar conflitos. "Esta batalha interna, por vezes, se arrasta em um silêncio inaudível ao outro, mas, com certeza, ensurdecedor para o sujeito apaixonado", explica o Psicanalista Rodrigo Fonseca.

No filme, o coração do personagem apaixonado sai literalmente de seu corpo. Ele se desespera ao perceber que seu coração, agora livre, é capaz de ajudá-lo a perseguir o colega e tentar algum tipo de contato.

Os idealizadores do curta, Beth David e Estaban Bravo (alunos de animação digital da Ringling College of Art and Design, nos Estados Unidos) reproduziram com muita doçura um momento das nossas paixões em que o coração procura nos mostrar os caminhos para se chegar ao outro, mas, diante de tantos medos, procuramos mantê-lo aquietado. E é assim que o protagonista do filme age, sendo contrariado por seu coração.

Em vários momentos, o coração dispara enlouquecidamente na direção do outro, enquanto aquele por quem ele defende essa paixão procura refreá-lo. Ao longo do curta, há um interessante cruzamento da temática da primeira paixão pelo mesmo sexo. Esta paixão, que pode ser conflitiva ao enfrentar os olhares dos outros e da sociedade, repletos de preconceitos, também mexe profundamente com os alicerces internos do sujeito e exige algumas escolhas ao longo de um processo, na maioria das vezes, doloroso.

Entretanto, nessa travessia, não há nada mais significativo do que encontrar, na paixão, a forma mais significativa de reconhecimento da existência. É nas paixões, mesmo quando sabe-se o quanto elas podem ser transitórias, que o coração mostra que existimos para o mundo e para as coisas do mundo.

No curta-metragem, isso fica poeticamente evidente. "Independentemente da forma de relacionamento, é imprescindível encontrarmos no amor, no encontro afetivo com o outro e na manifestação dos nossos sentimentos, um sentido para nossa existência", conclui o Psicanalista.

Assista e tire suas conclusões (https://www.youtube.com/watch?v=2REkk9SCRn0).

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