Nova série convida a sociedade a entrar no mundo singular do autismo


Depois do sucesso de 13 Reasons Why, a provedora de filmes e séries Netflix anuncia para agosto o lançamento de uma nova produção com estreita ligação com os consultórios e profissionais de Psicologia e Neurologia, entre outros. Trata-se de Atypcal, que vai abordar a vida de um jovem de 18 anos com Transtorno do Espectro Autista (TEA), seu amadurecimento e as transformações da família.

Assunto cada vez mais comum, o autismo pode ter na série uma oportunidade de mostrar à sociedade o mundo em que vivem os portadores desse transtorno do desenvolvimento. As três principais características dos portadores do Transtorno do Espectro Autista são: dificuldade de comunicação, dificuldade de socialização e padrão de comportamento restritivo e repetitivo. E não é raro ouvir pais de portadores de TEA relatarem jamais ter recebido um abraço do filho ou tê-lo visto expressar alegria ou tristeza.

É importante salientar também que a manifestação dos sintomas possui uma grande variedade, principalmente devido aos níveis de gravidade em que o espectro pode se apresentar em cada indivíduo.

Os sinais do transtorno geralmente começam a aparecer com poucos meses de vida, mas a percepção real de que existe algo diferente tende a vir após a criança completar um ano e meio. Contudo, muitas famílias de portadores não têm informações a respeito ou ignoram o que veem quando ainda há tempo para se trabalhar com a plasticidade do cérebro.

Quando o diagnóstico é feito pouco tempo após surgirem os primeiros sinais, é possível diminuir os comportamentos restritivos/repetitivos, melhorar a comunicação e despertar para a manifestação adequada dos afetos.

Atypcal pode ajudar portadores de TEA e familiares?

Apesar de séries estarem em alta e de 13 Reasons Why ter aberto caminho para o interesse do público em assuntos antes debatidos quase exclusivamente em consultórios, Atypcal não será a primeira obra de TV ou cinema a tratar do Transtorno do Espectro Autista.

O primeiro filme sobre o transtorno, ou um dos primeiros, foi ‘Meu Filho, Meu Mundo’ (Son-Rise: A Miracle of Love), obra lançada em 1979, apenas quatro décadas após o primeiro diagnóstico de autismo ser registrado no mundo. Entre os vários outros filmes sobre o tema está o premiado Rain Man (1989), com Dustin Hoffman em uma brilhante atuação no papel principal, o que eternizou a obra e o personagem.

Há três anos, a Rede Globo também abordou o assunto. Uma das personagens de ‘Amor à Vida’, novela das 21h, era portadora do transtorno. Interpretada por Bruna Linzmeyer, a jovem autista Linda, apesar de todas as limitações, teve uma relação amorosa com um advogado e se casou com ele no final da trama.

Já o protagonista de Atypcal, a julgarmos pelo trailer da série, tem um comprometimento muito inferior ao dos personagens de ‘Meu Filho, Meu Mundo’, Rain Man e ‘Amor à Vida’. Em seu processo de socialização e autodescoberta, o personagem da série da Netflix pode despertar empatia a ponto de suscitar, no público, um diálogo franco sobre o autismo e sobre o preconceito que envolve a relação da sociedade com os portadores do transtorno.

Enfim, o mais importante não é a série vir a ser um sucesso de público ou de crítica ou atender as expectativas de especialistas. Mas a produção terá valido a pena se as informações (que já circulam) despertarem o interesse de quem está fora desse mundo singular, assim como ajudarem a sociedade a dar passos em direção à conscientização sobre o transtorno e ao respeito aos portadores.

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